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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Homenagem

Maria Celina de Mendonça – Uma bonita história de vida.

Para os 10 filhos a imagem de Maria Celina representa TRABALHO, COMPROMISSO e ESPERANÇA.
A imagem do TRABALHO foi materializada por uma mulher que acordava todos os dias às 04 horas da manhã para comandar fornalhas e fornalhas de pão quentinho que alimentou sua família e uma população inteira.
A imagem do COMPROMISSO pode ser refletida num “apurado” diário dividido entre filhos e colaboradores ou funcionários, com o cuidado de guardar todos os dias um pouquinho para pagar a farinha de trigo, o açúcar e a margarina no final do mês.
A ESPERANÇA pertence a todos, mas para Maria Celina significava Pão e Moradia para aqueles que não tem.
Para seus 32 netos ficou a imagem de uma senhora quase sempre de sandálias de “dedo” e vestido tipo bata com dois bolsos na frente de onde jorravam sempre agrados na forma de moeda. Dessa singela senhora saía também carinho, graça e palavras de orientação para a vida.
Seus 40 bisnetos já a conheceram cansada, apenas observando a distância, sorrindo de tudo e tratando a vida com mansidão.
Sua única tataraneta nem compreende o que isso significa, mas vai um dia saber que Maria Celina foi guerreira na vida, moderna no tempo quando necessário, bondosa e simples no dia dia e muito discreta na morte, pois foi levada ao hospital neste dia 19 de setembro às 10:00 da manhã e se despediu de nós três horas depois.
Para os irmãos de Maria Celina, Babá era a expressão afetuosa. Venceslau e Dinorá podem explicar o porquê do apelido.
Dos primos e sobrinhos ganhou a admiração, o respeito e o carinho.
Sua filha Inez a resume como uma mulher à frente do seu tempo.
Sua filha Maria brincava: “essa mulher é tão forte e resistente que parece ser de plástico”.
Valério e Tarcísio a traduzem como o trabalho em pessoa.
Leônia e Carolina a definem como a essência do amor.
Rita de forma descontraída diz: “mamãe é uma pessoa jóia e legal”.
Luiz e De Assis a admiram pela capacidade de servir.
Fátima esteve tão ocupada nos últimos anos cuidando da mãe que não teve tempo de defini-la, mas com certeza todos os adjetivos serão poucos para expressar sua admiração pela mãe.
Mas os familiares de Maria Celina iam bem além do sangue. Com certeza muitos upanemenses assim se sentem, pela proximidade, pela generosidade, pela simplicidade e pelo desprendimento que cultivou. Algumas dessas pessoas são emblemáticas como o padeiro Pombinha, Célia de Chico Pedro, Chico e Maria de Xeque, 
Mulher de poucas palavras e de muitas ações que demonstrou nas atitudes que a sua verdadeira felicidade era ver a felicidade dos outros.

Vai Maria Celina! Encontrar Pompeu Tavares Neto em outra Dimensão!

5 comentários:

  1. Profº. Erivan Silva20 de setembro de 2011 10:56

    Amigo e conterrâneo, Zé Wilson!
    Meus sentimentos de pesares!Pude acompanhar um pouco da trajetória de vida de Dona Maria Celina. Pombinha, sempre, falava muito bem e os adjetivos eram sempre voltados para a benevolência que ela tinha com todos. Me lembro muito bem de vê-la, pela manhã, na calçada de sua casa, quando eu ia comprar pão. Upanema perdeu uma grande mulher, de cidadania a ser seguida por todos.

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  2. Deixo aqui minha solidariedade a sua família. Minha Mãe fala muito bem de sua avó, especialmenete quando esteve á frente da padaria pelo modo como ela tratou bem seus clientes, tendo-os como amigos.
    Tive pouco contato com ela. Mas, a genética dela prevaleceu em você, Breno, Paulo, Denison...

    Abraço. Ricardo Alexndre Bezerra de Oliveira

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  3. Amigo Zé Wilson, Li duas vezes a Bela homenagem a sua avó, amiga dos meus avôs. Que ela encontre não só seu Avô Pompeu, mais também o meu Avô Artemísio, os Amigos Canquinho, Luiz Cândido e outros. Mas lembre-se dos bons momentos vividos e tudo ficara mais fácil de suportar a dor e a saudade, são os votos da Família Amiga Artemísio e Rosilda.

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  4. Valeu , Lannúvio . MARIA CELINA foi , de fato , uma grande mulher . Atenciosa , discreta , amiga , batalhadora , participativa .

    De nossa família , com muito orgulho , por parte de minha mãe . Lamentável e irreparável perda . Jamais será esquecida pelos upanemenses .

    Ao encontrar familiares , transmita-lhes , por favor , minha solidariedade e profundo pesar .


    Grato e um abraço ,

    LUIS MARTINS - NATAL ( RN )

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  5. Caro Zé Wilson,

    Depois de que li o texto, em papel, na hora da celebração fúnebre de Dona Maria Celina, procurei saber a autoria do texto.

    Então, disse pra mim mesmo e depois para outras pessoas: que texto, hein?!

    Permita-me que possa validar o autor do texto. Validar, no sentido em que Stephen Kanitz escreveu no seu belíssimo texto "O poder da validação".

    A homenageada merece todas as palavras que você disse a seu respeito e muito mais.

    Ela teve também o privilégio de ser homeageada quando viva. A fama dela como pessoa do bem está longe.

    O texto valeu pelo conteúdo e beleza. Minhas condolências pela perda da avó. Meus parabéns pelo texto.

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