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domingo, 11 de dezembro de 2011

Pequeno Conto

Uma forte característica do interior são as calçadas de fim de tarde e noite (saudades). Na minha adolescência/juventude frequentei a calçada do comércio de Dãozinho (in memória) que tinha grande senso de humor. Não tenho autorização da família para falar sobre suas graças, mas acredito não ter nenhum problema. Dãozinho é primo legítimo da minha Vó materna, portanto também meu parente.

Das diversas histórias de Dãozinho, uma que lembro bem é que numa certa ocasião ele estava em sua calçada com os amigos e suas filhas que saiam para o passeio da noite na praça, passaram no comércio e ao entrar foram informando:

- Papai vou pegar uns confeitos;

Dãozinho que cochecia seu comércio como a palma da mão, percebeu o som fino de uma gaveta sendo aberta.
Aquele som era inconfundível e tratava-se da gaveta do caixa. As meninas, sem maldade nenhuma e com certeza dentro dos limites estabelecidos pelo pai, se empolgaram. Dãozinho imediatamento olhou pra João Neto, seu filho, que também estava na calçada e sem olhar pra dentro do comércio para ver o que estava havendo, perguntou com grande senso de humor:

- Ô João Neto! estás colocando os confeitos na gaveta do dinheiro?

3 comentários:

  1. Profª Socorro Gonçalves13 de dezembro de 2011 10:37

    Aquela esquina é inesquecível. Quem não gostava de sentar-se na calçada de Dãozinho? Afinal, àquele era um ambiente aconchegante e familiar.

    Esse, é apenas mais um de seus contos:

    "Um cidadão "de fora", bebia no comércio de Dãozinho e lá para as tantas, o indivíduo levantou-se bravo, riquinho(como dizia Dãozinho), deu um murro na mesa e berrou:

    -Eeeu sou "HOMEM!!!"

    Com olhar de transtorno e supondo um possível estrago na mesa, Dãozinho, também, exclamou:

    -E eu sou "mulher", por certo!!! "

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  2. Caro Zé Wilson,
    Em se tratando de Dãozinho tudo é possivel, a Cosern, funcionou vizinho ao comercio dele, e quando eu ia substituir Zezinho em periodo de férias, dormia no escritório: Toda noite eu escutava um barulho do gato que dormia no comercio, um certo dia eu falei pra ele, seu Dãozinho esse seu gato é bom todo dia ele pega uns dez ratos, eu escuto direto as pancadas no chão, ele olhou pra mim bem sério e disse é não Gerinaldo é o rato que sobe com ele(gato) e solta la de cima, eu ri bastante.
    Manoel Gerinaldo da Costa

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